"Fico tentando fantasiar amores pequenos em meu coração, como se eles fossem durar até amanhã. Queria ser metade da mulher que acredito ser, mas só me perco em palavras estúpidas."
Meu corpo pesa muito, pois sente medo de eu ultrapassar meus limites. Dói por antecipação, pra não deixar que eu me traia de novo. A dor nada mais é que um aviso silencioso do caos, aquele presságio de ansiedade, a fúria de um corpo já negligenciado. Ele guarda memória em cada músculo tenso, como se estivesse sempre alguns passos à frente de mim, tentando prever onde eu posso cair. É um alarme que dispara antes mesmo do perigo existir por completo, e eu sinto. Tem dias em que parece exagero, mas é tudo aquilo que foi engolido quando eu deveria ter dito algo, é cada limite ignorado pra caber em situações que nunca foram feitas pra mim. Meu corpo aprendeu a reagir antes da mente entender, porque já cansou de esperar eu perceber tarde demais. Só que no meio disso tudo, existe um convite meio torto: escutar. Porque essa dor, mesmo insistente, ainda é cuidado. Uma tentativa de me manter inteira. Então eu paro. Respiro mesmo que falhe no começo. Tento negociar com esse corpo que parece duro,...
As pessoas impõem demais as suas verdades sobre nós, talvez se esquecendo que nós também temos as nossas próprias verdades. Estou farta de carregar os pesos dos julgamentos, quando na verdade, já estou sangrando sozinha há, dias, meses, anos... Ninguém quer estancar as nossas feridas, porque as pessoas tem suas próprias feridas para cuidar. Mas querem colocar os dedos nas nossas para se sentirem menos solitárias. A dor de um ansioso é 3x maior. O peso das palavras caem 3x maior sobre nossos ombros. Mas eu já aprendi. Ninguém tá nem aí e é isso mesmo. A vida é uma m*rda. Quem diz esquece. Quem escuta jamais deixará de ecoar as mesmas palavras dentro do coração. Apenas parem de me julgar só por um dia. Eu só quero descansar um diazinho. Já bastam os julgamentos que faço de mim mesma.
Tem dias que existir pesa muito. Dói o corpo, dói a mente, dói a alma. Tudo fica mais lento, como se o mundo girasse em outra velocidade e eu tivesse ficado pra trás, tentando alcançar algo que nem sei nomear direito. O silêncio faz barulho, o cansaço se espalha pelos cantos e até respirar parece exigir esforço demais. Tem dias em que a gente carrega lembranças como quem arrasta caixas cheias, sem saber onde deixar. O peito aperta, a cabeça gira, e a vontade é só de encontrar um lugar onde tudo isso possa descansar um pouco. No meio desse peso, alguma coisa insiste. Um fio de vontade, um resto de coragem, uma faísca que recusa apagar. Talvez seja só o hábito de continuar, talvez seja algo mais profundo, algo que ainda acredita mesmo quando tudo dentro questiona. Mesmo devagar, eu sigo. Meio torta, meio cansada, mas sigo. Porque em algum lugar dentro de mim existe um pedaço que sabe: isso também passa, isso também se transforma, isso também ensina. Quando o peso diminui, mesmo que só um...
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