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Relatos nada atrozes do meu coração

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Deixei esse besteirol de fugir de tudo. Peguei minha AR-15 imaginária e fuzilei meus medos. Quero ser humana também e dilacerar as amarras dos meus desejos. É difícil gritar quando se está explodindo por dentro, mas é impossível conter a dor incendiária e perdurável. 

Texto sem coerência de uma semana pastel

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Existem dias em que você só quer reclamar. Na verdade, o que eu quero mesmo é reclamar da minha semana que passou arrastando. Primeiro eu perdi minha querida aula de guitarra da Segunda-Feira. - NÃO - Triste para quem no lugar disso foi fazer uma prova que parecia estar escrita em mandarim.  As manhãs estavam mais sonolentas e sequer você sente vontade de pentear o cabelo (que para o meu azar não é mais tão curto e repicado), apenas esperando um final de semana para descansar de um perfeito nada.  Não sei o porquê de ter sido minha pior semana, afinal, sou apenas uma estudante fatigada; não tenho do que reclamar (embora mesmo assim eu reclame). Mas o que me deixou furiosa mesmo, foi aguentar os pseudointelectuais. Os mesmos fazem de tudo para ter uma imagem mentirosa de si apenas por aparência, mas bem lá no fundo não gostam ao menos de literatura, ou dizem "manjar" em algo que não conhecem.  Enfim, minha semana pareceu um milênio, não que eu seja estressada...

O sistema é mau, mas minha turma é legal (...)

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Mesmo com todas as brigas e o desentendimento constante, nunca deixarei de pensar nos anos em que todos nós passamos juntos. Estão faltando algumas pessoas, sobrando saudade dentro de nós, mas ainda sim temos vivido mais de uma década unidos. Admito que chego a pensar em odiar acordar cedo ou ter que enfrentar problemas que tive fora ou dentro da sala, mas será inesquecível todo aquele bom humor, as brincadeiras mais ridículas, porém alegres. E acima de tudo a amizade e respeito que adquiri todos esses anos. Sei que é preciso entender que tudo passa, mas não mudará o que tenho dentro do meu coração. Obrigada aos meus queridos colegas e amigos por todo este tempo.

A raiva que me faz borrar solos e errar desenhos... Ou ao contrário

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Sabe aquela arte de irritar-se com tudo por antecipação? Acho que domino. Não custaria nada se eu respirasse fundo e esquecesse que há presença da implicância "noutras" pessoas. Não que seja uma implicância ruim, mas dá aquela vontadezinha grotesca de jogar um piano na cabeça desse alguém. E dizer que não há ninguém pior; que não existe nada mais irritante ou egoísta.  Essa raiva me faz errar solos e borrar desenhos, além de borrar meu equilíbrio que não existe mais. Já existiu por um bom tempo diante de um orgulho que hoje não faz mais sentido. Mas não deixa de ser a principal razão para eu chegar aqui e escrever tolices que vão trazer paz ao meu peito.

Conclusões erradas das perguntas certas

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Esse tal negócio chamado "viver" é engraçado... Quando você pensa que está dando tudo certo, sua felicidade vai parar no ralo do banheiro. Mas quando seu pensamento está focado no pior dos acontecimentos você levanta de uma tal forma que qualquer pessoa a não ser sua consciência não acreditaria. E realmente, não acreditam mesmo. Talvez possa ser um grande tabu. Quem sabe isso não seja o real sentido da vida? Tirar conclusões erradas das perguntas certas. Acredito eu que as respostas nunca são totalmente corretas, sempre haverá uma pontinha de problemas e preocupações. E de uma coisa eu sei, nada seria bom se ganhássemos nossos sonhos de mão beijada. O que for para ser nosso, temos de conquistar.

Os argumentos irrelevantes que poderia ter dito, ou escrito

Eu me senti disposta, quis me abrir. Pensei em vários argumentos que poderia ter dito, mas a gente sempre tem aquele ego mandão. "Deixei pra lá", afinal, toda essa ladainha está descontextualizada hoje, dia 21 de Abril em pleno 2013. Quis dizer que eu tive medo, mas ao mesmo tempo nunca senti tanta vontade de me arriscar, de falar como não me arrependo das loucuras cometidas. Hoje percebo que o nosso receio fora inútil. Sim, não fui a única a querer fugir de tudo, esquecer, enlouquecer e sobreviver.  Eu quis mudar tudo de lugar para não correr riscos de lembrar-me do passado. Mas eu não tenho coragem de jogar as minhas escritas confidenciais em teu rosto cínico e desajeitado. Então escrevo, para me sentir melhor, esperando um momento "talvez-contextualizado" para dizer essas idiotices e confidências. 

Comprometida com os sonhos aos dezesseis

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Aos dezesseis anos posso dizer que sou uma pessoa completa. Claro, ainda tenho muita coisa para caminhar, e pretendo mesmo correr atrás de muitos sonhos. Mas nunca pensei que fosse me sentir tão feliz apenas por tocar guitarra e desenhar. Eram pequenos desejos criados desde meus nove anos de idade, e certamente nunca desisti dos mesmos, isso motiva bastante o meu eu; é como se eu soubesse que sou capaz de buscar tudo o que eu quiser com a ajuda Divina. E não posso?