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Onde estou eu?

Onde eu estou quando mais preciso? Acordar, levantar e tomar café. Todos os dias uma luta diária dentro de mim. As dores do meu corpo não me deixam mais ser quem sou, mas nem de longe chegam perto das dores de minha alma.    Onde eu estou? Eu preciso de mim agora! Mas não consigo mais levantar bem. Não consigo mais estar ao meu lado. Eu estou só. 

Desabafo noturno

Cada dia as minhas tentativas de dormir bem tornam-se mais árduas. Os remédios já não funcionam da mesma forma, as meditações ajudam de forma limitada e dentro de seus padrões e a minha insistência em calar a minha mente e descansar também se torna uma regra ditatorial. Meus pensamentos me consomem. São muitas vozes falando ao mesmo tempo em minha mente e não consigo escutar o que pelo menos uma delas quer me dizer. São mil mulheres em uma só. Mil afazeres, mil razões, mil problemas e duas mil soluções. Eu só quero dormir sossegada e trabalhar bem amanhã.

A inquietude de um coração vazio

Todas as noites antes de dormir é a mesma coisa. Atualiza agenda, vê novela, liga a luminária, lê um livro e tenta dormir. Apenas tenta. A inquietude dentro do coração é a mesma todos os dias, a taquicardia, a sensação de afogamento e dor de estômago me fazem virar de um lado para o outro até às duas da manhã. Toma remédio, bebe água e vai ao banheiro. A rotina é a mesma sempre e nada do coração parar de sentir o vazio. O vazio me corrói por dentro por horas, a confusão mental que isso me traz reflete na saúde do meu corpo. Meu destino diário é acordar cansada, me preparar psicologicamente para o trabalho para quando chegar a noite, atualizar a agenda, ver novela, ligar a luminária e ler um livro. A noite de amanhã será a mesma.

Dona de mim

Hoje tive várias conquistas. Mas mesmo assim ainda prossigo com o coração na mão. Ansiosa e esperançosa de conseguir alcançar sempre meus objetivos sentimentais. Mas ainda hoje decidi que não vou mais me sustentar com migalhas. Cansei de insistir por mim mesma e sempre dar o braço a torcer quando é preciso. Hoje, com o coração na mão, decidi ser minha. Só minha. Amanhã talvez eu mude de ideia, amanhã talvez eu seja mais maleável ou acredite mais no amor. Mas hoje só acreditarei em mim mesma e em como sou a mulher mais incrível deste planeta. Sou amor de mim mesma. Minha dona. Minha amada.

Águia Férrea - Um despertar doloroso

Li em algum lugar por aqui que o mês de Setembro para mim sempre foi tempo de aprendizado. Mais do que aprendizado foi um mês de desmembramento. Foi doloroso levar uma queda tão brusca e tão intensa. Despenquei no chão. Prossegui duas ou três semanas me sentindo culpada por coisas horríveis terem acontecido. Eu mesma agredi meus sonhos, rasguei minhas conquistas e sofri com as minhas próprias consequências. Morri por alguns dias. Mas eu estou aqui de pé, depois de muito gritar de dor e sofrer pelas minhas próprias paranoias absurdas e sem sentido algum. Levantei-me após perceber que o único colo disponível que tenho para me curar é o meu. Encontrei em mim a solução para os meus problemas. Encontrei em mim a águia férrea que sou.

A força

Hoje percebo o quanto sou uma mulher forte. Forte mesmo. Tenho 23 anos, mas passei por muitas coisas das quais talvez outra pessoa não suportaria. Cada um carrega um fardo diferente e suporta o quanto pode suportar. Passei muitos anos pensando ser uma pessoa frágil. Consumi pensamentos errados sobre mim mesma durante um longo tempo. Me deixei ser humilhada por pessoas que jamais foram meus amigos e sobrevivi suportando dores com breves momentos de lucidez. Ainda hoje, vi uma infinidade de acontecimentos passarem pela minha cabeça. Percebi que quase deixei desmoronar tudo o que demorei para construir. Levantei minha cabeça e segurei tudo de novo, mas com outro pensamento sobre a vida e suas mudanças. Ontem fui forte. Hoje também.

O ardor das lutas diárias

Hoje eu decidi escrever. Hoje, depois de meses, quase dois anos sem vontade de desinibir meus sentimentos em um papel digital. Percebi o quanto me fazia falta quando me senti só, mas ora, é por isso que dizem que a escrita é a prática de pessoas solitárias, e talvez eu tenha sido uma por muitos anos. Só desejei não sentir a mesma coisa depois de tanto tempo. Meu corpo carrega um cansaço que foi construído pela minha mente. Gostaria de entender porque nosso próprio subconsciente nos prega uma peça que na verdade, não tem nenhuma graça. O tal cansaço que me impede de trabalhar bem e sentir prazer nas coisas mais simples e bonitas da vida. Eu apenas gostaria mesmo de não sentir cada pedacinho dessa dor que me corrói a cada dia que eu eu levanto da cama. A dor que me surpreende quando eu faço coisas para me sentir melhor. Cada dia é um passo diferente, doloroso, mas é um passo. É um pensamento um tanto egoísta achar que temos o direito de nos sentirmos mal e não querer levantar da cama, ...