Ouroboros

Eu sou a serpente que dança no movimento contínuo.
Não corro atrás do tempo, eu caminho com ele.
Quando algo muda, eu mudo junto. Quando fecha, eu contorno.

Nada em mim é fixo demais.
Troco de pele sem drama, deixo o que pesa, sigo mais leve.
O que pra muitos parece instabilidade, pra mim é domínio do fluxo.

Eu sei subir e sei descer.
Se hoje estou recolhida, é preparo.
Se amanhã avanço, é porque chegou a hora.
Não me prendo ao que foi.

Transformo fim em passagem, queda em curva, silêncio em força.
Quem tenta me deter perde energia.
Quem entende meu ritmo aprende a caminhar comigo.

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