Reféns do amanhã

A ansiedade pelo futuro nos torna reféns do amanhã. Não do que existe, mas do que inventamos para suportar o vazio. Vivemos eternamente entorpecidos pela ideia de que amanhã tudo vai passar. Que algo vai se resolver. Que a dor vai cansar antes de nós. Essa é a distopia do milagre. Um mundo onde ninguém age, só aguarda. Onde a esperança não salva, apenas adia. E o tempo observa, impassível. Enquanto esperamos, a vida acontece. O agora cobra caro de quem o abandona. No fim, não é o futuro que nos prende. É a recusa de encarar o presente.

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