Você me vê?

Apesar de tudo o que passou, você consegue enxergar o que eu sou?

O que resta em mim?

Quando me olha, vê apenas a marca da dor ou um brilho que insiste em ficar? Você sabe o tamanho das batalhas que eu carreguei nos ombros?

Como a carta da Morte, eu encarei o fim de frente para poder renascer. Lutei guerras abertas, mas também senti o frio do punhal de quem me feriu pelas costas.

Você enxerga?
Se enxerga, fico em paz. Se não, não farei esforço algum para te provar nada.
Porque, pela primeira vez, eu me vejo.

Agora que eu me enxergo, recuso cada mentira que os outros contaram sobre mim. Eu não sou mais aquela pessoa que a língua alheia tentou criar.

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